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Entrevista

Hortal: inspiração do PUC-Rio mais de 50 Por: Thays Viana/ Fotógrafa: Fernanda Szuster

 Padre Jesus Hortal Sánchez, S.J. e professora Vera Damazio
Padre Jesus Hortal Sánchez, S.J. e professora Vera Damazio

A nova edição do PUC-Rio mais de 50 terá una nova atividade: o Ciclo de Palestras com o ex-Reitor da Universidade, padre Jesus Hortal Sánchez, S.J.. Os encontros foram inspirados na sabedoria, inteligência e bom-humor do jesuíta, que completou 90 anos recentemente. Padre Hortal é muito solicitado na Universidade e participa desde o início do projeto que, este ano, tornou-se um programa de Extensão Universitária. Entre outras atividades do programa, o Ciclo de Palestras com padre Hortal vai abordar assuntos variados, como a inveja ou as diversas formas de ler a bíblia, por exemplo. Dentre 25 temas sugeridos em uma votação on-line, dez foram vencedores, e o primeiro a ser abordado será Islamismo: Origem, desenvolvimento e atualidade na quarta-feira, 22, às 19h, no Auditório Padre José de Anchieta. Padre Hortal e a professora Vera Damazio, do Departamento de Artes & Design, falam sobre a iniciativa.

O que significa para o PUC-Rio mais de 50 ser transformado em um Programa de Extensão Universitária?

Vera Damazio: A ideia foi percebida a partir de que a PUC tem uma vocação para um programa com alunos maiores de 50 anos. Além do ciclo de palestras com o padre Hortal, estamos aproveitando outras atividades que ocorrem na PUC e que atendem a esse público mais velho. Gosto do nome Extensão porque não vamos só dar cursos, mas também oferecer oportunidade de emprego, de pesquisa e de planejamento financeiro.

Padre Hortal: A PUC começou a se preocupar com pessoas mais velhas na época do meu antecessor, padre Laércio (padre Laércio Dias de Moura), com o Projeto Abertura. Os departamentos determinam quais disciplinas podem ficar abertas para que pessoas que não vão tirar diploma e, portanto, não precisam se matricular, possam se inscrever. Mas, nesse projeto, faltou um pouco de divulgação e não obteve sucesso. Então, quando a professora Vera me falou do PUC mais de 50, me lembrou muito o Projeto Abertura. Isso me impulsionou para que eu pudesse dar palestras sobre muitos temas.

Quais as atividades e os setores que serão oferecidos nessa expansão do PUC mais de 50?

Vera:
Estamos articulando demandas de fora com desejos de professores daqui da PUC. Já tivemos muitos exemplos, como a professora Flávia Eyler, que deu um curso sobre a história da amizade, o professor Roberto Sintra, de Engenharia Industrial, que deu xadrez, alunos de pós-graduação que dão aula sobre suas teses. Ou seja, é um espaço para os professores da PUC apresentarem o que desejam para um público que está ávido por conhecimento.

Padre Hortal: Esses cursos de extensão não estão ligados propriamente aos departamentos, são cursos de cultura geral, mas que vão ao encontro da curiosidade dessas pessoas de mais idade. Alunos ansiosos por saber, que não falam nas aulas, não usam o celular durante as palestras e fazem perguntas.

Qual a importância desse tipo de serviço que é oferecido pela PUC para o público idoso?

Padre Hortal:
Manter a mente aberta. Costumo dizer que o melhor é manter a cuca fresca. Não é fazer um curso para se tornar doutor em algo, mas para manter a curiosidade, o interesse em todos os campos da vida. É para que as pessoas idosas percebam que a vida é bonita. Que possamos continuar a cantar ‘ é bonita, é bonita e é bonita’.

Vera: Nós identificamos que há cinco frentes de abordagens importantes. A cultura religiosa, porque os alunos têm curiosidade pela dimensão transcendental do homem. Em segundo, a inserção digital. Inclusive, o curso criou uma ação que apelidamos de ‘Netos da PUC’. São alunos que vão nas casas de convivência ensinar os idosos a lidar com os smartphones, porque localizamos uma necessidade de eles se inserirem tecnologicamente. Outra vertente é sobre empreendedorismo, uma forma de reinvenção profissional, porque muitos idosos sentem um sentimento de inutilidade após a aposentadoria. Há também arte e entretenimento e, por último, o conhecimento geral e atualidades.

É importante que instituições de ensino como a PUC contemplem o público mais velho?

Padre Hortal:
A questão é que a Universidade, por sua natureza, atua em três campos, graduação, pesquisa e pós-graduação e extensão, que é uma ponte entre o mundo acadêmico e a sociedade em geral. Como a sociedade está tendo cada vez mais pessoas de mais idade, não podemos deixar de lado esse seguimento tão importante.

Publicada em: 17/03/2017 Ver matérias da seção: Entrevista

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