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Entrevista

Parceria para incentivar a interdisciplinaridade Por: Thaís Silveira/Foto: JP Araújo

 Luiz Roberto Cunha, Luisa Buarque de Holanda e Júlio Diniz
Luiz Roberto Cunha, Luisa Buarque de Holanda e Júlio Diniz

O Instituto de Estudos Avançados em Humanidades da PUC-Rio (IEAHu), do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH), vai lançar um edital para apoio financeiro a encontros interdisciplinares. Ele será aberto aos professores do quadro principal de todos os departamentos do Centro de Ciências Sociais (CCS) e do CTCH. O Instituto pretende consolidar uma parceria entre os dois centros e incentivar as práticas interinstitucionais na área de Humanidades. O lançamento ocorrerá nesta segunda-feira, 10, às 16h, no auditório do Decanato do CTC, no 12º andar do Edifício Cardeal Leme. O Decano do CTCH, professor Júlio Cesar Valladão Diniz, o Decano do CCS, professor Luiz Roberto de Azevedo Cunha, e a coordenadora do IEAHu, professora Luisa Buarque de Holanda, contam como será desenvolvida essa iniciativa do Instituto.

O que o lançamento do edital pelos dois centros pode colaborar pela interdisciplinaridade?
Luiz Roberto Cunha: A separação entre ciências humanas e sociais é um recorte. A PUC tem uma tradição muito forte de interdisciplinaridade. É muito bom que o Instituto se abra para esse conjunto das ciências sociais. Fizemos uma série de atividades em conjunto. O CCS faz, há alguns anos, um encontro para discussão de pesquisa. Mas já aconteceu de professores de Letras, por exemplo, também participarem. Essa integração sempre existiu, mas agora ela está formalizada no novo desenho do Instituto. O conselho é formado por professores do CCS e do CTCH.
Júlio Cesar Diniz: É uma ação político-pedagógica. Eram iniciativas isoladas que, agora, estão juntas. Há diferenças e especificidades entre os dois centros, porém são mais pontos de convergência do que de distanciamento. Partimos de uma concepção interdepartamental, que é uma prática da PUC, e estamos concretizando o desejo dessa parceria. No Instituto, encontramos um espaço de convergência de interesses.
Luisa Buarque de Holanda: Com o lançamento do edital, procuramos aprofundar os laços entre os dois centros. Os recursos financeiros estimulam essa prática. É uma nova forma de realizar o que já acontecia e aumentar essa troca.

O que a Universidade pode ganhar com a parceria entre os dois centros?
Cunha:
A prática da interdisciplinaridade é uma das grandes qualidades diferenciadas da PUC. Como a Universidade é relativamente pequena e trabalha em um campus único, onde se desenvolve pesquisa, o trabalho integrado facilita ainda mais o encontro entre as pessoas. Essa é uma diferença fundamental para alunos e pesquisadores: a possibilidade de troca. Em uma época de escassez de recursos públicos, a ideia de criar o edital e abrir espaço para que professores busquem apoio por meio de projetos é importante. Estamos somando recursos dos decanatos. É essencial gerar fundos para a pesquisa acadêmica.

Quando foi criado o IEAHu?
Diniz: O Instituto foi fundado há dez anos no Decanato do CTCH. A professora Ana Paula Kiffer, do Departamento de Letras, foi coordenadora nos últimos anos, durante o período em que o professor Paulo Fernando de Andrade era decano. Gostaríamos de agradecer a ele por termos encontrado um Instituto muito bem organizado. E agora temos uma agenda com o CCS. Estamos avançando nas práticas, mas não fazendo algo completamente diferente do que era feito.
Luisa: O fato de o Instituto ter dez anos demonstra a preocupação da PUC com a interdisciplinaridade e com a troca entre os departamentos. A parceria com o CCS fica evidente se olharmos o histórico do Instituto. O que a Paula Kiffer desenvolveu nesses últimos anos já apontava para essa tendência. Temos a ideia de dar continuidade ao movimento.

Quais os projetos do IEAHu para 2017?
Luisa: Vamos lançar mais editais ao longo do ano. Fazemos reuniões periódicas para pensar em novas estratégias. Esse edital é voltado especificamente para encontros em geral, como seminários, congressos, simpósios. Mas estamos pensando em outros tipos de apoio que podemos lançar, dentro da ideia do estímulo, talvez para eventos de alunos ou publicações. Há uma série de outras frentes possíveis e temos que avaliá-las dentro das demandas e das nossas possibilidades.

Publicada em: 07/04/2017 Ver matérias da seção: Entrevista

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