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Entrevista

Medicina e tecnologia a serviço da sociedade Por: Ana Carolina Salvador/ Foto: Isabella Lacerda

 Jorge Biolchini, AndréLucena e Jorge Lopes
Jorge Biolchini, AndréLucena e Jorge Lopes

As inscrições para o Hacking Health (HH), movimento global que reúne profissionais das áreas de saúde, tecnologia da informação, designers e startups, terminam nesta segunda-feira, 15, e podem ser feitas pelo link goo.gl/Ke99C9. Apoiado pelo Laboratório de Engenharia de Software da PUC-Rio, o encontro será realizado pela primeira vez no Rio de Janeiro, entre os dias 26 e 28, na Nave do Conhecimento, no bairro Engenho de Dentro. O objetivo é pensar e criar soluções para o sistema de saúde. Durante três dias, a proposta será de construir protótipos de ideias e apresentá-los para uma banca de especialistas, investidores, parceiros e apoiadores que vão avaliá-los como possíveis empreendimentos a serem desenvolvidos e aplicados na sociedade. O coordenador do Núcleo de Inovação e Tecnologia em Saúde, professor Jorge Biolchini, o coordenador do Laboratório NEXT, professor Jorge Lopes, e o coordenador executivo do Laboratório de Engenharia de Software, professor André Lucena, indicaram alunos para a competição e explicam como será esta edição. Mais informações hackinghealth.ca/city/rio-de-janeiro-brazil.

O que é o Hacking Health?

Jorge Biolchini: Qualquer hackathon, como o próprio nome diz, é uma maratona de hackers. Começou em 2013, no Canadá. Mas pode ter para vários setores e, nesse caso, é da área da saúde. Desenvolvedores, designers e profissionais da saúde vão se reunir. Com as equipes formadas, serão lançados problemas e desafios na sexta-feira, 26. Durante o sábado, os participantes trabalham direto no problema e, no domingo, eles apresentam a solução.

André Lucena: No Hacking Health, a diferença é que tem um profissional da área médica participando de cada um dos grupos, já que nesta edição, o foco é saúde e bem estar.

Qual é a participação da PUC no concurso?

Lucena: Vamos levar os alunos para participarem. Os apoiadores do Hackathon vão propor temas, e os participantes terão que desenvolver soluções no momento. Estamos dando apoio na banca e depois no julgamento do resultado do trabalho em equipe.

Qual a importância da interdisciplinaridade entre Medicina, Informática e Design?

Biolchini: Algumas universidades já trabalham juntas neste sentido, reunindo saúde e tecnologia, porque cada área tem uma expertise. Quando esses três setores se reúnem, cada um deles, de maneira cooperativa, é possível ir além com a experiência de cada um. Essa interdisciplinaridade já funciona e nós esperamos que isso multiplique com o hackaton desta edição. A PUC já tem isso dentro de si: de as áreas se falarem, estarem integradas. Aqui é uma regra e funciona muito bem.

O que vocês esperam do concurso?

Biolchini: Dos três setores, a área da saúde é a mais abrangente de todas porque vai desde antes do nascimento até depois da morte. Há problemas e desafios em tudo, desde o pré-bebê até crianças, adolescentes, idosos, todos os grupos e nações. Como problemas de comunicação e integração entre parentes, pacientes e profissionais.

Lucena: O desafio é como a tecnologia pode melhorar esses problemas que podemos listar de A a Z. Design e programação são transversais neste caso, são áreas que servem como meio para fazer revolução na área da saúde.

Qual o diferencial desta edição?

Lucena: O grande diferencial do Hacking Health dos outros hackathons é a forma como os grupos são divididos. Eles têm a técnica deles de ver o perfil dos hackers, juntam grupos de cinco a seis integrantes, sempre com um médico e com um profissional da área da saúde, aceitam três pessoas para start up e, se estiver faltando alguma pessoa para os perfis, eles juntam. Tipicamente, é necessário um designer e um programador.

Jorge Lopes: É importante ter todos esses perfis. Desenvolver um produto que atenda às dimensões exatas do brasileiro, a comunicação desse produto de forma integrada com o paciente, com a equipe médica, a questão da tecnologia de imagens. As possibilidades são enormes, mas sempre dentro desse tripé. A área mais beneficiada é a medicina, uma área que permeia tudo, inclusive desde o nascimento até onde você vai. O designer que vai desenvolver tudo o que você compra, usa, consome. Tem que ser bem projetado, bem desenvolvido, essas áreas têm uma sinergia muito grande.

Publicada em: 12/05/2017 Ver matérias da seção: Entrevista

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